A história que ninguém te contou. Do povo dos sambaquis aos arranha-céus de Balneário Camboriú, com tudo o que a escola deixou de fora.
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Nomes reais · datas reais · nada inventado
Setecentos soldados do Exército brasileiro cercaram um vilarejo no meio da mata catarinense. Dentro havia mulheres, crianças e velhos. Os homens tinham partido semanas antes para construir um novo reduto, trinta quilômetros ao norte. O ataque durou um dia e uma noite: morteiros, metralhadoras, granadas.
Não foi no sertão nordestino, nem no século XVII. Foi aqui, há pouco mais de cem anos, a menos de duzentos quilômetros de Florianópolis.
A escola contou que SC é uma terra de imigrantes que vieram trabalhar duro e construíram cidades prósperas. Isso é verdade, mas é metade da verdade.
Este livro conta a outra metade, em ordem, do começo ao fim. Cada data é real. Cada nome é de alguém que existiu. Onde as fontes divergem, o texto avisa.
São 22 capítulos escritos como episódios de documentário. Cada um abre com uma cena, uma data e um nome, e termina mostrando o que tem no lugar hoje.
Montes de conchas com milhares de anos, espalhados de Florianópolis a Laguna. Não são lixo, são monumentos.
6 de janeiro de 1748: a chegada das famílias dos Açores que desenharam o litoral catarinense.
Abril de 1894. Prisioneiros que se renderam com promessa de julgamento foram executados sem processo em Anhatomirim.
Como a capital deixou de se chamar Desterro e passou a homenagear o marechal em cujo governo seus opositores foram fuzilados.
O Contestado: a guerra brasileira, contra brasileiros, que a escola mal mencionou.
O Estado Novo proibiu a língua que o Vale falava em casa, na igreja e na escola.
Hering, Tupy, Sadia, WEG. De oficinas de fundo de quintal a empresas presentes em 135 países.
2004: o Catarina, primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, chega onde os livros diziam ser impossível.
Como uma vila de pescadores virou o metro quadrado mais caro do Brasil.
Mais a abertura e o epílogo.
Além das histórias, o livro traz tabelas pra consultar rápido: as ondas de imigração, as empresas que nasceram em SC, os grandes desastres e os números do crescimento do estado. Esta é uma delas, do jeito que está no ebook.
| Grupo | Período | Região | Marco |
|---|---|---|---|
| Açorianos e madeirenses | 1748–1756 | Litoral, Grande Florianópolis | Chegada em 06/01/1748 |
| Alemães | 1850–1900 | Vale do Itajaí, Norte | Blumenau 1850; Dona Francisca 1851 |
| Italianos | 1875–1910 | Sul, Vale do Itajaí | Colônias no Sul a partir de 1875 |
| Poloneses e ucranianos | 1890–1920 | Planalto Norte, Oeste | Região de Mafra e Rio Negrinho |
| Austríacos tiroleses | 1933 | Meio-Oeste | Treze Tílias, de Andreas Thaler |
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Não. É um ebook em PDF, pra ler no celular, tablet, computador ou imprimir.
Sim. É o mesmo contrato do canal: nomes reais, datas reais, nada inventado. Quando os historiadores discordam, como no número de mortos do Contestado ou de Anhatomirim, o texto diz.
Não. O livro conta a história do estado inteiro em ordem, do começo ao fim, com capítulos e temas que não estão nos vídeos.
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